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quinta-feira, 9 de março de 2017

AS MULHERES DA GUERRA - Simone Segouin, A Jovem Rebelde

     Também conhecida por seu nome de guerra, Nicole Minet, Simone tinha apenas 18 anos de idade quando essa foto foi tirada. Ela havia matado 2 alemães em um conflito 2 dias antes, e assistido na captura de outros 25 prisioneiros de guerra alemães, durante a queda da comuna de Chartres.    

Membros da Resistência Francesa são fotografados no meio de uma batalha contra tropas alemãs, durante a liberação de Paris (1944). Porém, o que mais chama a atenção é a mulher ao meio. Esta é a própria Simone Segouin

     Em 1944, no auge da ocupação nazista na França, ela se juntou ao grupo Francs-Tireurs et Partisans (traduzido livremente para Franco-Atiradores e Apoiantes), formado por militantes comunistas e nacionalistas franceses. Simone se identificava bastante com estes últimos; seu pai era um soldado condecorado da Primeira Grande Guerra, e ela era extremamente orgulhosa disso.
     Simone Segouin se envolveu em diversas ações armadas, incluindo contra comboios e trens inimigos e atos de sabotagem. O jornal independente Eure-et-Loir a descreveu, em 26 de agosto de 1944, como "uma das mais puras guerreiras e heroínas da Resistência, pavimentando o caminho para a liberação." Ela foi promovida para tenente, e condecorada com a Croix de guerre. Uma rua em Courville-sur-Eure recebeu o nome dela.
     Após a guerra, Simone se dedicou em ser uma enfermeira pediátrica em Chartres, onde seus atos passados a fizeram incrívelmente popular. Apesar disso tudo, ela sempre soube o quão difícil era para uma mulher possuir um papel na Resistência. Elas eram pouco mais de 10% de toda a força do movimento, e a maioria estava confinada a papéis fora de combate. Independente disso, a presença feminina ajudou a mudar a balança da maneira em que as mulheres eram tratadas.
     Simone Segouin segue viva, hoje aos 91 anos.

Postado por Gustavo Martins

AS MULHERES DA GUERRA - Auxiliary Territorial Service

     Antes de começar a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente em 1938, foi formado na Inglaterra a Auxiliary Territorial Service (ATS), ou Serviço de Auxilio Territorial. O plano para esse grupo era de recrutar em torno de 25,000 mulheres voluntarias para tarefas gerais do exercito. Porem em 1939, elas já se encontravam em ação na França juntamente com a Força Expedicionaria Britanica. Durante a retirada de Dunkirk, haviam aproximadamente 300 voluntarias da ATS na costa do Canal da Mancha servindo como telefonistas, elas fizeram parte do ultimo grupo que deixou o continente.
Jovens do Auxiliary Territorial Service em um dos postos de observação na costa inglesa

     Por volta de 1941, quando a guerra estava chegando ao seu apice, foi visto a necessidade de aumentar o contingente para 65,000 voluntarias. Dessa forma, mulheres entre 17 e 43 anos eram permitidas à entrarem, porem, essas regras foram flexiveis para permitir mulheres de 50 anos para cima (que serviram durante a Primeira Guerra) à também entrarem na ATS. Estima-se que por volta de 1943, 9 a cada 10 mulheres contribuiam ativamente para o esforço de guerra.
     Dentre os serviços prestados pelas mulheres da ATS estavam os serviços de telefonia, lojistas, cozinheiras e garçonetes. Uma grande maioria das mulheres voluntarias chegaram a servir no comando anti-aéreo, operando holofotes e até mesmo em conjunto com homens operando baterias anti-aéreas, porem. as mulheres não eram permitidas à atirar com elas. Elas foram barradas de servir em batalha, contudo, devido ao encurtamento do contingente masculino fora das linhas de frente, elas foram permitidas e tomaram posições operando radares, operando as batérias anti-aéreas, como inspetoras de munições e atuando como policia militar em instalações.

Jovens do Auxiliary Territorial Service auxiliando no preparo
das refeições numa cozinha de campo

     Até o dia da vitoria, já haviam cerca de 190,000 mulheres atuando voluntariamente na ATS. Após o fim dos combates, as mulheres continuaram servindo até a dissolução da ATS em 1949, que foi sucedida pela Women's Royal Army Corps (WRAC), ou Corpo Militar Real das Mulheres.

Postado por Daniel Albernaz

quarta-feira, 8 de março de 2017

AS MULHERES DA GUERRA - Mariya V. Oktyabrskaya, a Namorada da Guerra

     Mariya V. Oktyabrskaya, nascida em 16 de agosto de 1905, fora uma motorista de tanque durante a Segunda Guerra Mundial, servindo o Exército Vermelho. Mariya fora a primeira mulher a pilotar um tanque a ser condecorada com o título de “Herói da União Soviética”, a condecoração de mais prestigio da época por bravura em combate.
     Antes do inicio da guerra, Mariya trabalhou em uma fábrica e também como operadora de telefone. Em 1925 se casou com um oficial do Exército Soviético, onde começou a ter interesses no meio militar. Ela se envolveu com a “Assembleia de Esposas de Militares” e foi treinada para atuar como enfermeira militar. Ela também foi treinada com armamentos e veículos.
Quando a guerra começou para os soviéticos, em 1941, Mariya fora evacuada para Tomsk, uma cidade na Sibéria. Em 1943, ficou sabendo que seu marido tinha morrido em combate em agosto de 1941, em algum lugar próximo de Kiev. Irritada com a trágica noticia, Mariya jurou que iria vingar a morte de seu marido, que iria ir lutar contra os alemães. Então ela vendeu todos os seus bens para doar dinheiro para o estado, para que esse construísse um tanque modelo T-34 para que ela pudesse pilotar e pediu que dessem um nome ao tanque. “Боевая Подруга” – “Boevaya Podruga” que significa Namorada de Guerra. O comitê aceitou sua doação, aproveitando para fazer uma séries de propagandas em cima desse evento
     Na época Mariya tinha 38 anos, quando fora designada para um treinamento de 5 meses logo após sua doação. Esse tipo de treinamento era muito incomum, na grande maioria das vezes os tanquistas eram enviados direto para a batalha com um treinamento bem raso. Após o treinamento, em setembro de 1943, foi enviada para a 26ª Brigada de Guardas de Tanques para atuar como motorista e mecânica. Ela nomeou o tanque com queria, pinto em letras brancas na torre. Muitos de seus colegas viram isso como uma piada, mas logo mudaram de ideia, quando Mariya participou de sua primeira batalha de tanques em Smolensk, em 21 de outubro de 1943.

Tanque da Mariya sendo transferido para outra unidade, inverno de 1943

     Em sua primeira batalha, Mariya e sua tripulação destruíram algumas casamatas e artilharias. Quando seu tanque fora atingindo e danificado por uma artilharia , desrespeitando as ordens de seus superiores, pulou do tanque e iniciou os reparos sob fogo pesado, por causa disso ela fora promovida para a patente de Sargento.
     Um mês depois, em 17 e 18 de novembro, os Soviéticos capturaram a cidade de Novoye Selo na região de Vitebsk durante uma batalha noturna. Durante esse evento, Mariya ganhou uma boa reputação como motorista de tanque. No dia 17, Mariya começou o assalto às posições alemãs perto de Novoye Selo, e pouco depois seu tanque fora atingido na esteira por uma artilharia, parando o seu avanço. Nesse tempo, Mariya e outros tripulantes pularam para fora do tanque e começaram a consertar a esteira enquanto os demais tripulantes davam cobertura de cima da torre do tanque. Depois de um certo tempo eles se juntaram as unidades de assalto.
Retrato de Mariya V. Oktyabrskaya

     Dois meses depois, no dia 17 de janeiro, Mariya lutou em outro combate noturno, a sua última batalha. O ataque deu-se no vilarejo de Shvedy, perto de Vitebsk. Durante a batalha, ela conduziu seu tanque por cima das defesas alemãs, destruiu os inimigos que resistiam nas trincheiras e nas casamatas. Destruíram, inclusive, uma artilharia auto-propulsada . Mas o sucesso dessa missão não duraria muito tempo. Em meio ao combate, o tanque de Mariya fora novamente atingido por um disparo de artilharia nas esteiras, ficando imobilizados mais uma vez, e como de costume, ela pulou do tanque para realizar o reparo, e sob fogo inimigo ela conseguira reparar as esteiras. Todavia, fora atingida por um estilhaço na cabeça, que a deixou inconsciente. Depois da batalha ela fora transportada para um hospital de campo em Fastov, próximo a Kiev, onde permaneceu em coma por 2 meses, vindo a falecer no dia 15 de março de 1944. Em agosto ela fora condecorada postumamente como “Herói da União Soviética” em reconhecimento de seus feitos heroicos no campo de batalha nas redondezas de Vitebsk.

Postado por Mateus Bassi

AS MULHERES DA GUERRA - Ekaterina I. Mikhailova-Demina, a Enfermeira Indomável

     Nascida em 22 de dezembro de 1925 em Leningrado (atual São Petesburgo). Demina perdeu seus pais quando ainda na juventude e acabou crescendo em um orfanato. Em junho de 1941, aos 15 anos de idade, ela estava num trem a caminho de Brest quando o comboio fora atacado por bombardeios de mergulho, fazendo com que despertasse nela o desejo pelo serviço militar. Todavia, em sua primeira tentativa, fora rejeitada, mesmo mentindo sua idade, sendo somente sido aceita num hospital militar. Pouco depois, os pacientes do hospital tiveram que ser evacuados após o prédio ter sido bombardeado. Demina, contudo, ficou para ajudar como médica de campo para o Exército Vermelho, que estava desesperado por pessoas da parte médica. Ekaterina ficou em campo até ser atingida na perna durante a ofensiva alemã para capturar Moscou, em Gzhatsk. Ela fora enviada para os Urais para receber tratamento e se recuperar. Após receber alta, fora enviada para um barco-hospital chamado Moscou Vermelho, onde fora promovida para oficial junior. Em 1943, após a Batalha de Stalingrado, pediu para se tornar uma médica de combate, e assim fora feito, vindo ela a se juntou a uma unidade de reconhecimento no 369º Batalhão de Infantaria Naval Independente.

Ekaterina e seus colegas de regimento

     Em agosto de 1944, Ekaterina participou de uma operação para recapturar a cidade de Bilhorod-Dnistrovskiy na Ucrânia. Sua unidade cruzou o Rio Dniester em botes de borracha e escalaram o morro que o inimigo protegia. Ela estava no grupo que chegou ao topo primeiro e se juntou à carga para expulsar os inimigos da localidade. Ekaterina, sozinha, invadiu uma fortaleza e rendeu 14 homens, além de cuidar de 17 feridos, ajudando-os a sair com segurança do local. Ela recebeu a Ordem da Bandeira Vermelha pelo seu papel no ataque.
     Quatro meses depois, em dezembro de 1944, sua unidade avançou em direção à Iugoslávia. Durante um ataque a fortaleza de Ilok, na Croácia, Demina fora uma dentre outros 50 fuzileiros que atacaram uma pequena ilha no Danúbio. A unidade teve que usar arvores como posição de tiro, já que a ilha estava alagada. No tiroteio que se seguiu, Ekaterina levou um tiro na mão e apenas 13 homens de sua unidade sobreviveram ao intenso tiroteio, saindo muito feridos. Alguns destes sobreviventes ficaram caídos na água congelante. Ekaterina foi ao auxilio de seus camaradas, conseguindo salvar os feridos com cintos e bandoleiras. Durante essa batalha, contraiu pneumonia, somado ao ferimento na mão, vindo a ser hospitalizada novamente. Todavia, não chegou a ficar todo o tempo necessário para sua recuperação, fugindo para voltar a luta ao lado de sua unidade, vindo a receber outra Ordem da Bandeira Vermelha por seu heroísmo. 

Ekaterina em março de 1942 e nos dias atuais 
(foto da esquerda colorida digitalmente por Olga Shirnina)

     Após a guerra Ekaterina continuou a exercer seu trabalho de enfermeira, mas dessa vez fora do exército. Ela se graduou no Segundo Instituto Medico de Leningrado e por 36 anos, antes de se aposentar, foi a doutora chefe no Laboratório Especial Minatom em Elektrostal, e em Moscou. No ano de 1990, no 45º Aniversário do fim da Segunda Guerra, o presidente Mikhail Gorbachev nomeou-a como Herói da União Soviética, por sua bravura contra os invasores. Ela ainda vive e está com 91 anos.

Postado por Mateus Bassi

terça-feira, 7 de março de 2017

AS MULHERES DA GUERRA - Hanna Reitsch, do Nazismo ao Estrelato

     Uma das mulheres de maior destaque, não só de seu país, mas também de todo o mundo, a piloto de testes alemã Hanna Reitsch.


Hanna faz a famosa saudação nazista, após cerimônia em que recebeu a Cruz de Ferro

     Nascida em 29 de março de 1912 na cidade de Hirschberg, na Silésia, Hanna sempre fora fanática pela aviação, vindo a se inscrever em uma escola de planadores no ano de 1932, aos 20 anos de idade. Já no ano seguinte, enquanto estudava medicina em Berlim, iniciara seus estudos numa escola preparatória para pilotos do Correio Aéreo Alemão. Em janeiro de 1934 ela se juntou a uma expedição, com outros três pilotos, rumando para a América do Sul para estudar as condições climáticas, vindo inclusive a fazer pousos no Brasil e na Argentina, onde se tornou a primeira mulher a ganhar o Badge em Prata da Comissão Internacional de Planadores.


Hanna e seu planador

     No ano de 1935, já na vigência do Terceiro Reich, Hanna enfim se tornara piloto de testes, após realizar testes bem sucedidos em novos controladores de vôo para planadores. Durante o pico da corrida armamentista alemã, em 1937, Hanna Reitsch fora chamada para o centro de testes da Luftwaffe, vindo a testar um inovador sistema conhecido como cortador de balão (uma espécie de lâmina de aço, colocada nas asas, de ponta a ponta, com o intuito de furar as barragens de balões, assim como suas redes) instalados em Junkers Ju 87 Stuka e em bombardeiros Dornier Do17. Dentre seus recordes, Hanna detêm o de primeira mulher a pilotar o protótipo de helicóptero Focke-Wulf Fw 61 (o primeiro helicóptero completamente operacional), fazendo vôos diários dentro do Deutschlandhalle, durante as três semanas da Exposição Internacional de Automóveis em Berlim. 


Hanna Reitsch em sua apresentação com um Focke-Wulf Fw 61

     Além disso, Hanna fora responsável pelos arriscados testes nas inovadoras aeronaves à foguete, como o Messerschmitt Me 163 Komet (do qual lhe rendeu 5 meses num hospital em Berlim, após um pouso forçado, e uma Cruz de Ferro de Primeira Classe, sendo a única mulher a receber tal condecoração).

Hanna em registro enquanto pilota um bombardeiro Dornier Do217

     Em 1944, Hanna Reitsch realizara testes num projeto de avião a jato parasita, denominado Messerschmitt Me 328, que viajaria acoplado em bombardeiros Dornier Do217, com o intuito de proteger esses esquadrões dos caças britânicos e soviéticos. Nesse mesmo ano, ela se reunira com o Führer Adolf Hitler em Berchtesgaden, e em conversas acaloradas, deu-lhe a ideia de um grupo suicida, usando como base foguetes V-1 adaptados para serem operados por pilotos. Hanna já tinha experiência com os foguetes V-1, tendo ajudado a resolver os problemas operacionais ao fazer testes num modelo tripulado, de nome Fieseler Fi 103R Reichenberg. Apesar dessa ideia ter sido aprovada por Hitler, nunca fora posta em prática em níveis operacionais.


Hanna Reitsch em visita ao Führer no Berchtesgaden. Ao fundo vemos também Hermann Goering

     Já no final da guerra, quando os soviéticos já marchavam nas cercanias de Berlim, Hanna fora responsável por levar o Generaloberst Robert Ritter von Greim até Hitler no Bunker da Chancelaria, para que este o nomeasse como Comandante-em-Chefe da Luftwaffe, após a demissão de Hermann Goering por acusações de traição, quando Hitler recebera noticias (não comprovadas) de que Goering tentava negociar uma rendição alemã aos aliados ocidentais. Hanna fizera um pouso forçado com seu Fieseler Fi 156 Storch, sobre fogo de artilharia soviético, nas proximidades de Tiergarten. Hitler os presenteou com cápsulas de cianureto, para caso fossem capturados, além de delegar a Von Grein a missão de comandar a Luftwaffe na defesa do pouco que sobrara de Berlim e do nacional-socialismo alemão. Na tentativa de deixar Berlim, no dia 28 de abril de 1945, a aeronave fora atacada por soldados soviéticos do 3º Exército de Choque, pois havia a forte suspeita de que Hitler estava a bordo. Apesar do ataque, conseguiram decolar.
     Reitsch e Von Grein foram capturados logo que pousaram, sendo interrogados por oficiais americanos da inteligência militar. Quando Hanna fora questionada sobre a ordem de deixar o Bunker da Chancelaria em 28 de abril de 1945, Reitsch e von Greim repetiram a mesma resposta: "Foi o dia mais negro, em que não pudemos morrer do lado do nosso Führer". Reitsch também disse: "Devemos todos ajoelhar-se em reverência e oração diante do altar da Pátria". Quando os interrogadores perguntaram o que ela queria dizer com "Altar da Pátria", ela respondeu: "O  bunker do Führer em Berlim...". Ela foi detida por dezoito meses, enquanto Von Greim cometera suicídio em 24 de maio. 
     Após a sua libertação, Reitsch estabeleceu-se em Frankfurt am Main. Apesar da proibição imposta aos cidadãos alemães de pilotar aeronaves a motor, Hanna ganhara, em 1953, uma medalha de bronze no Campeonato Mundial de Planadores na Espanha, sendo a primeira mulher a competir. Com a volta das competições na Alemanha Ocidental, em 1955, Hanna ganhou a medalha de ouro daquela edição, vindo a bater inúmeros outros recordes de voo e altitude.
     No final da década de 50, o primeiro-ministro indiano Jawaharlal Nehru convidou-a para montar um centro de ensino e treinamento de vôo em Nova Deli. Ao longo da década de 1970, Reitsch quebrou recordes de vôo como nas duas ocasiões em que planou sobre os Apalaches norte-americanos, uma vez em 1976 (715 km) e novamente, em 1979 (802 km). Durante este tempo, ela também terminou em primeiro lugar na seção feminina do primeiro campeonato mundial de helicópteros.
   Uma parte pouco conhecida de sua história fora seu trabalho na aviação ganesa. Kwame Nkrumah convidou Reitsch para ir a Gana, depois de ler sobre seu trabalho na Índia. Uma escola de planadores foi desenvolvida em Afienya, e ela trabalhou em estreita colaboração com o governo e as forças armadas, sendo apoiada também pelo governo da Alemanha Ocidental. Dos poucos documentos remanescentes, é possível notar a estrita proximidade entre Hanna e Nkrumah, sendo cogitado por historiadores a existência de um envolvimento amoroso entre os dois.  


A famosa piloto alemã Hanna Reitsch, já em idade avançada

     Já no fim da vida, no final da década de 70, Hanna fora entrevistada pelo jornalista norte-americano Ron Laytner sobre a Alemanha da época, ela disse:

“E o que temos agora na Alemanha? Uma terra cheia de bunkers vazios e fábricas de carro. O nosso grande exército está enfraquecido. Soldados agora têm barbas e questionam ordens. E eu não tenho vergonha de dizer de que eu acreditei no Nacional-Socialismo.  Eu continuo usando a minha Cruz de Ferro com diamantes que fora dada a mim por Hitler. Mas hoje em dia você não consegue encontrar uma única pessoa que votou para que Adolf Hitler subisse no poder... Muitos alemães sentem-se culpados por causa da guerra. Mas eles não dizem e não compartilham o por que.... Nós perdemos.”.
    Reitsch morrera em Frankfurt em 24 de agosto de 1979, aos 67 anos, aparentemente após um ataque cardíaco. Todavia, uma carta endereçada ao ex-piloto de testes britânico e amigo de Hanna, Eric Brown,  e datada da semana anterior a sua morte, possuía um trecho deveras curioso: "Começou no bunker, ali terminará".  Historiadores suspeitam que ela tinha tomado a cápsula de cianeto que Hitler lhe tinha dado no bunker, e que ela tinha tomado isso como parte de um pacto de suicídio com Greim. Não houve autópsia feita em seu corpo, ou pelo menos nenhum relatório está disponível.

Fontes:

Beevor, Antony . Berlim: A Queda 1945. (2002);
Reitsch, Hanna. Fliegen, mein Leben . 4a ed. Munich: Herbig, (2001);
Rieger, Bernhard. "Hanna Reitsch (1912-1979): A carreira global de uma celebridade nazista". (2008)
Laytner, Ron, “A Primeira Astronauta: Pequena, Ousada Hanna", The Deseret News. (Fevereiro de 1981),
Jackson, Sophie. "Hitler's Heroine, Hanna Reitsch". (2014)

Postado por Diego Saviatto