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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Hans-Joachim Marseille

    Nasceu em Berlim, Charlottenburg, Alemanha, em 13 de dezembro de 1919, no seio de uma família de militares de ascendência francesa. Marseille, era bem afeiçoado, boêmio e mulherengo. Primando pela elegância e irreverência, tornava-se o favorito das garotas e em muitas ocasiões chegava a faltar aos compromissos militares por ter "amanhecido em claro". Sua carreira foi meteórica, entrou para a Luftwaffe aos dezoito anos e meio e aos vinte e dois já estava morto, deixando em seu currículo uma série de façanhas inigualáveis. Tendo participado de mais de 388 missões de combate, obteve um total de 158 vitórias confirmadas (das quais 154 delas foram contra caças), sendo 151 conquistadas no período de apenas 18 meses em que esteve no deserto, lutando contra os pilotos da DAF. Nenhum outro piloto conseguiu tantas vitórias na frente ocidental quanto Marseille. No total foram 101 Curtiss P-40, 30 Hawker Hurricane, 16 Supermarine Spitfire e 4 bombardeiros bimotores, a grande maioria delas diante dos bem treinados e equipados pilotos da RAF. Marseille ocupa a 27ª posição no "ranking" germânico de vitórias aéreas. No entanto, com o mais elevado respeito a que fazem jus os ases alemães que o precedem, ele os excedeu a todos por ter alcançado o maior número de vitórias contra aeronaves britânicas do que qualquer outro piloto de caça.


    A habilidade de Marseille não tem paralelo na história da aviação militar. A simbiose homem-máquina transformava seu Messerschmitt Bf 109 em um ser único que parecia ter vida própria. Ele se movia com uma graça e precisão que impedia qualquer tipo de fuga por parte dos adversários, ou ao menos que pudessem enfrenta-lo em condições de igualdade. Sua velocidade e movimentos, que algumas vezes atingiam acelerações de 3 ou 4 vezes a da gravidade, subitamente eram reduzidos aos limites de sustentação do avião, utilizando ailerons para manter o aparelho na posição precisa, para em seguida, com um ligeiro movimento no manete e acelerador, apontar o nariz do avião para o ponto exato que ele determinava.

    Começando de um ponto a alguns milhares de pés acima do círculo, e afastado lateralmente cerca de uma milha, Marseille mergulhava por baixo da formação e atacava por alí. Escolhia uma vítima que não o havia visto, alinhava seu avião e descarregava uma curta e mortal rajada de metralhadoras e canhões, normalmente atingindo o motor, o cockpit e quase sempre matando o piloto. Após o ataque, ele executava um mergulho, e se afastava em segurança, retornando ao ponto inicial para um novo ataque. Repetindo essa manobra ou suas variantes varias vezes.


    Morte: Na manhã de 30 de setembro de 1942, às 11:35, Marseille avisa que tem fumaça entrando em seu cockpit e começa a dificultar sua visibilidade e respiração. Os demais membros da esquadrilha insistem para que Jochen permaneça em seu avião pelo menos por mais alguns minutos pois ainda estavam sobre o território inimigo. Por volta de 11:39, a fumaça no interior do cockpit esta agora insuportável e Marseille é forçado a abandonar o "14-Amarelo". Sua última transmissão pelo rádio foi: "Eu tenho que sair agora. Não posso suportar mais". Nesse momento já estava sobre o território do Afrika Korps a aproximadamente 3.050 metros de altitude. Marseille então manobra seu Bf 109 a fim de preparar-se para abandona-lo. Mas sofrendo provavelmente de uma desorientação espacial, possivelmente por estar intoxicado pela fumaça, que também obstruía a visão no interior do cockpit, o avião entra num mergulho invertido com ângulo aproximado de 70º a 80º e com velocidade de 205 m/s. Marseille então salta de seu Bf 109 avariado. Lamentavelmente, batendo o lado esquerdo de seu peito na cauda do avião, matando-o instantaneamente ou incapacitando-o de qualquer tentativa de abrir seu pára-quedas. Os demais membros do esquadrão observam horrorizados o corpo de Jochen cair ~9 Km ao sul de Sidi Abdel Rahman, Egito. Um final injusto para o maior ás do Norte da África (talvez de toda a Segunda Grande Guerra) e um presságio ruim do que iria acontecer a Luftwaffe e consequentemente a todo III Reich. No local do acidente (30°53'26.76"N 28°41'42.89"E), encontra-se hoje um pequeno monumento em forma de pirâmide construído em sua homenagem, na lápide, em alemão, italiano e árabe está escrito: "Aqui jaz o Cap. Hans-Joachim Marseille. Tombou INVICTO, em 30 de setembro de 1942.".


Fontes: Kurowski, Franz (1994). German Fighter Ace: Hans-Joachim Marseille: Star of Africa. Atglen, Pennsylvania: Schiffer Military History;
Wübbe, Walter (2001). Hauptmann Hans Joachim Marseille— Ein Jagdfliegerschicksal in Daten, Bildern und Dokumenten.



Postado por: João Arthur Briara


Batalha das Ardenas

    No Outono de 1944 a situação da Alemanha era desesperadora, entre os meses de junho a novembro a Wehrmacht havia sofrido mais de 1.100.000 baixas no Oeste e no Leste, somente durante a Operação Bragation. Em junho e julho de 1944 o equivalente a 30 divisões alemães foram destruídas, na França as perdas alemães chegam a mais de 400.000 baixas. Em setembro de 1944 os Aliados acreditavam que poderiam vencer a guerra antes de 1945, os russos em agosto tomaram os campos de petróleo de Ploiest e em setembro avançavam pelos Bálcãs e pela a Hungria. Em outubro após uma luta sangrenta na Holanda os Aliados chegam a fronteira alemã e tomam após um terrível combate de casa em casa a cidade de Aachem. Em novembro de 1944 acontece um verdadeiro milagre na Frente Ocidental com o restabelecimento das forças alemães diante as fronteiras de sua pátria, o avanço aliado que parecia tão promissor começa a encontrar dificuldades devido a problemas de abastecimento e ao endurecimento da resistência alemã.


    Em setembro de 1944 devidos as terríveis perdas, a Alemanha mobiliza todo o restante de seu potencial humano, todos os homens de 16 a 60 anos são engajados na Wehrmacht, homens que haviam sido dispensados por motivo de ferimentos são reconvocados, homens são retirados da indústria e os estudantes também são recrutados.

    Essa total mobilização do potencial humano permite a Wehrmacht repor parte dos claros, a qualidade do material humano não é bom, mas esses novos “recrutas” são enquadrados por veteranos de inúmeros combates e o material fornecido pela indústria bélica alemã é excelente. Esse esforço final permite a Alemanha deter os Aliados e os russos diante as suas fronteiras e a alta produtividade de sua indústria, apesar dos pesados bombardeiros, permite a criação de uma reserva blindada. Hitler ao recompor suas forças decide em outubro de 1944 em lançar uma contra ofensiva no Oeste para retomar a iniciativa, a contra ofensiva é marcada para a segunda quinzena de novembro, mais as dificuldades em obter combustíveis e munições adiam a ofensiva para 16 de dezembro de 1944.

    O contra ataque alemão nas Ardenas foi um ataque magistral devido ao fato dos Aliados não acreditarem na possibilidade da Alemanha retomar a iniciativa, pela primeira vez em muitos meses os serviços de inteligência dos Aliados não identificam o ataque. A ofensiva alemã se dá como em 1940 numa região montanhosa e arborizada, e inicialmente é um sucesso, mas estrategicamente foi um desastre para a Alemanha.
    No Outono de 1944 a parte mais substancial da economia alemã está no Leste, a Região da Silécia e da Boêmia são as principais produtoras de armamentos do Reich, a Região do Ruhr, devido aos intensos bombardeiros aliados, perdeu grande parte do seu valor econômico, é no Leste que está as únicas regiões industriais relativamente intactas.
    O general Heinz Guderian, chefe do Estado-Maior, tenta explicar a Hitler a importância de uma forte reserva Panzer para se contrapor a Ofensiva Russa de inverno, mas Hitler acredita que pode destruir a aliança ocidental e com isso facilita o avanço russo pela Alemanha em 1945. Muitos historiadores acreditam que a Batalha das Ardenas adiou em alguns meses o fim da guerra.



    Como fora dito anteriormente, as forças do III Reich e seu esforço de guerra já estavam em frangalhos, principalmente depois da derrocada perpetrada pelos soviéticos em Stalingrado. Com a perda de mais de 700 mil homens e a avalanche vermelha fazendo todo o Front Leste desmoronar, Hitler se viu obrigado a fazer uma aposta muito maior do que se poderia imaginar. Os planos vindos do OKW eram de isolar as tropas inimigas do Oeste situadas na Bélgica, cortando as ligações entre norte-americanos e britânicos, atacando-os em separado e aniquilando as possibilidades de resposta, seguido de uma manobra de ataque maciço semelhante a Blitzkrieg, usada de forma impar no começo da guerra. Há quem diga que isso fora uma forma de vingar a falha negociação de paz proposta pela alta cúpula nazista, que em muito já percebera o colapso que estava por vir.
    As tropas anglo-americanas esperavam o já atrasado recebimento de mantimentos para o inverno que começara a se fortalecer, estacionados quase nas portas de Hitler. Superestimados com a iminente vitória final e vítimas de todo o cuidado tomado pelos alemães em planejar o seu avanço, os Aliados foram pegos em total despreparo e surpresa. O OKW conseguira mobilizar um contingente demasiado grande para a real situação do país. Quase 400 mil homens, pertencentes ao 6° Exército, comandado por Sepp Dietrich (foram anexada a esta divisão a fragmentada 12ª Divisão Panzer da SS Hitlerjugend, comandada pelo SS-Brigadeführer Hugo Kraas), a 1ª Divisão SS Leibstandarte SS Adolf Hitler de Wilhelm Mohnke, o 5º Exército Panzer, sob o comando de Hasso von Manteuffel, o 15º Exército, sob comando de Gustav-Adolf von Zangen, assim como o 7º Exército de Erich Brandenberger estavam prontos para a operação. Equipados com os melhores armamentos disponíveis na reserva do Reich, como blindados pesados, peças de artilharia e a mais recente novidade, os fuzis de assalto STG-44. A enfraquecida Luftwaffe ficara responsável por estabelecer a superioridade aérea, que evitaria que as tropas panzer fossem aniquiladas logo de começo.


    Eis que em 16 de dezembro de 1944, fogo desceu dos céus sobre a cabeça dos Aliados. Depois de um intenso ataque com a artilharia, as forças aliadas se viram de cara com a 1ª Divisão SS Leibstandarte SS Adolf Hitler e o 6° Exército da Wehrmacht, encabeçado pelas forças do Kampfgruppe do Standartenführer Joachim Peiper, ao norte. Após as incansáveis tentativas de penetrar as linhas aliadas, Dietrich fora obrigado a usar a infantaria do 9º Regimento de Fallschirmjäger, que seria de fundamental importância para as vitórias conquistadas posteriormente. Depois de intensas e incessantes lutas, os alemães haviam conseguido expulsar os norte-americanos do norte belga, exceto por Elsenborn Ridge.


    No leste, o 6° Exército entrou em Honsfield, fazendo prisioneiros e conseguindo uma boa quantidade de combustível para o esforço de guerra necessário para aquela Batalha. Os alemães foram detidos mais a frente, nas vilas de vilas de La Gleize e Cheneauxe. Em 19 de dezembro, o Standartenführer Joachim Peiper tomou a cidade de Stoumont, em uma intensa batalha de blindados, porém, as forças alemãs vieram a perder a cidade de Stavelot. As tentativas de retomada da cidade foram frustradas pelos reforços aliados, que começavam a chegar. Tudo ia bem para os alemãs, enquanto o clima estava ruim e as incursões da Força Aérea dos EUA continuavam sendo frustradas. A partir do momento que o tempo se tornou ameno, mantimentos e reforços começaram a preencher as fileiras aliadas e a batalha começara a mudar de rumo. A Luftwaffe não conseguira enviar suprimentos aos soldados em combate, muito menos infringir baixas significativas aos caças norte-americanos, que massacraram as linhas blindadas alemãs. Isso fez com que a manutenção do combate se tornasse praticamente impossível.


    A cidade de Bastogne, com seus 4.000 habitantes, fora considerada pelo 5° Exército Panzer como de fundamental importância devido sua posição estratégica. A defesa de Bastogne fora confiada a 28° divisão de infantaria americana, veterana da Normandia e dos sangrentos combates pela floresta de Hürtgen. Essa divisão fora deslocada para as Ardenas para fins de descanso e recompletamento.
    Desde a ofensiva alemã, em 16 de dezembro, a 28° divisão esteve engajada em diversos combates contra o 5° Exército Panzer. A tomada da cidade ficou a cargo do 47° Corpo Panzer, sob o comando do general Heinrich Freiherr von Lüttwitz um veterano da arma Panzer. A  Divisão Panzer Lehr, a 2° Divisão Panzer e a 26° Divisão Volksgrenadier também compunham o Corpo Panzer.
    Antes mesmo da ofensiva, o general Von Lüttwitz afirmou que “Bastogne precisa ser tomada, do contrário, será um abcesso em nossas linhas de comunicação”, o Alto Comando Aliado também observou a importância da cidade e enviou reforços para defendê-la.

    Bastogne poderia ter sido tomada com certa facilidade pela vanguarda da Divisão Panzer Lehr se o comandante da divisão Fritz Bayerlein não tivesse tomado um caminho errado. No dia 20 de dezembro, Bayerlein atacou a cidade, mas a mesma já tinha recebido importantes reforços.
    O Comandante em Chefe Aliado, o General Eisenhower enviou para as Ardenas duas divisões aerotransportadas que estavam na reserva do Grupo de Exército Aliado. Numa operação que duraria 72 horas, os paraquedistas da 101° Divisão aerotransportada em 24 horas chegaram a Bastogne, na madrugada do dia 19 de dezembro, junto com o 705° batalhão anti-tanque.


    O comandante da 101° Pddt, o general Anthony Mcauliffe, assumiu o comando de todas as unidades na cidade incluindo uma unidade de carros de combate da 10° Divisão Blindada.
    No dia 21 de dezembro o General Von Lüttwitz ordenou que as unidades da 2° Divisão Panzer contornasse a cidade em direção ao rio Mosa, a tomada da cidade seria confiada a unidades da divisão Panzer Lehr e da 26° divisão Volksgrenaider, atacando pelo norte e pelo sul o 47° Corpo Panzer cercou a cidade.
    O cerco da cidade não constituiu um sério risco para a moral dos americanos, devido as tropas de paraquedistas já estarem acostumadas a combater atrás das linhas inimigas. Durante o dia 22 de dezembro a 26 Volksgrenaider apoiada por unidades da Panzer Lehr atacaram o perímetro da Cidade; Tentando resolver o impasse o General Lüttwitz enviou um ultimato ao General Mcauliffe que respondeu de uma forma chula “NUTS” que numa tradução livre significa “vá se F...”., expressão esta que se tornou uma lenda entre os americanos.


    Apesar de cercados, os americanos estavam longe de estarem desesperados, a unidade alemã encarregada da tomada da cidade era a 26° Divisão Volkgrenaider formada por homens convocados pela última leva da mobilização alemã. Com pouco equipamento pesado e pouca munição, não devemos confundir essas unidades com os "Volkssturm" que eram civis recrutados já mais para o final da guerra. Com a melhora do tempo, a Força Aérea Americana lançou suprimentos para os defensores e atacou as pontas de lanças alemães.
    No dia 26 de Dezembro, após duros combates, unidades blindadas do Terceiro Exército Americano do General Patton romperam o cerco alemão e socorreram os defensores. A luta em Bastogne não terminou com a chegada do Terceiro Exército, muitos combates continuaram a ocorrer em torno da cidade, mas a chegada de Patton e erros do comando alemão levaram a Contraofensiva alemã ao fracasso.


Postado por: Diego Saviatto e Alex Tavora



quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Operação Compasso - Dezembro de 1940


    Em setembro de 1940 uma força de 80.000 homens pobremente equipados e motorizados sob o comando do Marechal Rodolfo Graziani avançou da Líbia para o Egito, em outubro devido as condições materiais e de logística essa força se deteve a 100km do ponto de partida em Sidi El Barrani. O Alto Comando Italiano protestou a decisão de Graziani de tomar uma atitude defensiva em Sidi El Barrani , mas o marechal italiano justificou que a falta de transportes, munições e material levaria os italianos ao desastre e afirmou que só retornaria a ofensiva assim que recebesse reforços em blindados e veículos motorizados.



    A Grã-Bretanha em setembro de 1940 estava travando uma batalha contra a Luftwaffe e a ameaça de uma invasão alemã ainda pairava no ambiente, mas Churchill sabia da importância do Mediterrâneo para a manutenção da Inglaterra na guerra.
    Nos meses de agosto, setembro e outubro foram enviados importantes reforços para Malta, o Egito e a África Oriental; aviões, blindados, veículos motorizados e artilharia foram enviados o que mostra que os britânicos não estavam tão temerosos assim de uma invasão alemã.
Um total de 154 carros de combate Matilda II e Cruzaider possibilitaram complementar a 7° Divisão Blindada, a 4° Divisão Indiana recebeu importantes reforços em veículos e em artilharia.
O Comandante britânico no Oriente Médio o general Archibald Wavell junto com o comandante das forças britânicas no Egito o general Maitland Wilson elaboraram um plano para expulsar os italianos do Egito.
    As tropas britânicas totalizavam um total de apenas 30.000 homens, mas todos eram bem treinados e bem equipados para a guerra no deserto, os blindados ingleses eram infinitamente superiores aos blindados italianos e a artilharia britânica apesar de pouco numerosa era também superior a artilharia italiana, o comandante britânico o general Richard O`Connor que liderou o ataque era um especialista na luta no deserto.
    Os italianos construíram diversos campos fortificados em torno e ao sul de Sidi Barrani, mas esse dispositivo seria um desastre pela carência em blindados, as forças italianas estavam enquadradas no 10° Exército sob o comando do general Mario Berti. Um total de cinco divisões italianas defendiam esses “campos” a 1° e 2° Divisões líbias a 4° Divisão de Camisas Negras, as 63° e 64° divisões de infantaria e o grupo “Maletti”.


    A ofensiva britânica teve início em 08 dezembro de 1940 e foi precedida por fortes ataques da RAF e da artilharia inglesa, os blindados ingleses apoiados pelos indianos atacaram os campos fortificados italianos que desmoronaram, somente em Nibeiwa defendida pelo grupo “Maletti” os italianos ofereceram uma tenaz resistência, o comandante italiano General Maletti caiu morto por uma rajada de metralhadora de um tanque inglês, em Nibeiwa 800 italianos foram mortos, 1300 feridos e 2000 prisioneiros, os britânicos perderam 50 homens na luta.
    Nos outros campos a vitória inglesa foi mais fácil devido a falta de uma arma italiana que pudesse penetrar os 80mm da blindagem dos Matildas, os tanques italianos M11 foram esmagados e a artilharia italiana que lutou heroicamente também pouco pode fazer devido a qualidade do material.
    A Batalha dos Campos durou 03 dias e foi uma grande vitória britânica, um total de 38.000 soldados italianos e uma grande quantidade de material bélico foi capturado, os britânicos perderam 600 homens entre mortos, feridos e prisioneiros.
    Essa batalha foi a primeira no Deserto a onde o elemento blindado esteve presente em quantidade, e a experiência mostrou que quem fosse mais forte em termos de mobilidade e potencia de fogo dominaria o campo de batalha.

Postado por: Alex Tavora

Picchiatello - Os Stukas Italianos

    Em 06 de janeiro de 1941 há praticamente 75 anos, um forte comboio britânico adentrava no Mar Mediterrâneo com objetivo de reforçar as tropas britânicas em Malta e em Creta, 01 navio-aeródromo, 02 encouraçados, 03 cruzadores e 07 destroieres escoltavam um comboio de 06 navios mercantes, era a Operação Excess.




    O Navio-aeródromo Illustrious, no dia 10 de janeiro, sofre o primeiro ataque da Luftwaffe no Mediterrâneo, atingido por 06 bombas dos Stukas e busca refúgio em Malta. Apesar dessa perda, o comboio britânico mantém o seu curso e no dia 11 de janeiro de 1941 o radar capta uma formação inimiga, os vigias observam que se tratam de bombardeiros de mergulho Stukas. O que os ingleses ignoram é que se trata da 236° Squadriglia do 96° Gruppo Autonomo Bombardamento a Tuffo sob o comando do Capitão Fernando Malvezi.
    Doze Stukas “Picchiatello” atacam as belonaves britânicas e duas bombas de 500Kg atingem o Cruzador Southampton, que devido aos incêndios é afundado por um torpedo britânico. A aeronaval italiana que nos últimos meses de 1940 já tinha danificado 03 cruzadores britânicos, conquistava mais essa vitória sobre a Marinha Real. Os italianos impressionados com o desempenho dos Stukas na Guerra Civil Espanhola decidiram adquirir um lote de 52 Stukas que foram entregues no início de 1940.


    Em agosto de 1940 foi formado sob o comando do Capitão Ercolani o 96° Gruppo de Bombardamento in Picchiata e em setembro o Grupo já realizava ataques contra Malta e comboios britânicos. Em outubro o Gruppo foi transferido para Lecce para participar da Invasão da Grécia. Um total de 200 Stukas foram adquiridos pelos italianos durante a guerra, os Aliados durante muito tempo pensaram que havia um modelo fabricados pelos italianos. 


    Os Picchiatellos combateram principalmente contra a Marinha Real no Mediterrâneo e na África do Norte com a mesma bravura e determinação que caracterizou a aeronaval italiana na Segunda Guerra Mundial, com o Stuka os italianos demostraram estar a “altura” dos pilotos da Luftwaffe.

Postado por: Alex Tavora