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sábado, 24 de outubro de 2015

A Segunda Batalha de El Alamein


    Celebrou-se no dia 23 de outubro o começo da Segunda Batalha de El Alamein, que culminaria na vitória decisiva das Forças Aliadas em face das tropas nazifascistas no norte do Egito no ano de 1942. El Alamein é uma estrada costeira que vai de Alexandria à Líbia. Nessa região as divisões de blindados dos Aliados começaram um ataque decisivo às forças do Eixo em julho de 1942.
    No princípio, a participação das divisões Panzer e da Luftwaffe alemã no Teatro de Guerra no norte do continente africano tinha o intuito de auxiliar as tropas italianas, que vinham sofrendo pesadas baixas perante o poderio britânico, como em dezembro de 1940, na Líbia. Os britânicos puseram três divisões italianas fora de combate e avançaram até Tobruk. Como uma medida de desespero, os italianos pediram ajuda aos seus aliados alemães. Em resposta ao pedido, Hitler enviara o Marechal-de-Campo Erwin Rommel, que desembarcou em Trípoli, capital da Líbia, em abril de 1941, com uma divisão ligeira e uma divisão blindada, mais tarde apoiada pelos aviões da Luftwaffe. Rommel conseguira provar para o Alto Comando Alemão o quão importante era aquele front, mostrando valor em combate e conquistando conseguintes vitórias até então.

Blindado PzKpfw II pertencente ao Afrika Korps estacionado durante a 
Primeira Batalha de El Alamein

    Todavia, essa situação estava prestes a mudar. Em junho de 1942, ao tentar quebrar as defesas aliadas estacionadas na cidade de Alexandria usando uma estratégia de ataque rápido pelos flancos, Rommel fora barrado. Após intensos combates, as tropas comandadas pelo Marechal britânico John Claude Auchinleck conquistaram a primeira vitória em face dos “invencíveis” panzers de Hitler no norte da África.

Marechal-de-Campo Erwin Rommel estuda seus planos de batalha

    Winston Churchill não estava disposto a abrir mão daquele país, pois a perda da Líbia para os alemães implicaria na conseguinte perda do Canal de Suez. Este era de fundamental importância para a Coroa Britânica, pois era a rota dos suprimentos advindos da África e da Ásia. Além disso, Hitler conseguiria ter acesso aos ricos campos de petróleo recém descobertos em solo africano.
    Do lado alemão, Rommel se via numa situação nada agradável . O III Reich estava no seu auge territorial, se estendendo a Oeste na França, a Leste em Stalingrado, a Norte na Noruega e agora ao sul, no norte da África. Logo, com tantas frentes de combate abertas por toda a Europa, o OKW conseguira enviar apenas algumas dezenas de blindados, como os PzKpfw II, III  e IV, blindados anti-carro Marder III, semi-lagartas de transporte de tropa  Sd.Kfz. 251 e veículos de reconhecimento sobre rodas Sd.Kfz 232.  Apesar dessa ajuda, os reforços não foram significativos para combater os britânicos de forma proporcional. Contudo, ao observar os canhões antiaéreos Flak 88 que estava a sua disposição, Rommel viu a possibilidade de usá-los como armas anti-carro, colocando os canhões em posição horizontal, transformando-os em uma potente alternativa para combater divisões blindadas com alta precisão e com um alto poder de fogo de 88mm.

O Marechal-de-Campo Erwin Rommel, juntamente com soldados do Afrika Korps
caminham em meio a canhões Flak-88 posicionados para combater os blindados aliados.

Soldados alemães observam um blindado M3 pertencente ao 8° Exército Britânico
abatido com diversos disparos.

    Os britânicos contavam com os novos Crusader Mk III, com canhões de 57mm e os blindados advindos dos EUA, os famosos Shermans e  M3, ambos portando canhões de 75mm. Além disso, os britânicos contavam com a soberania no ar, pois nem a Luftwaffe nem a Regia Aeronautica conseguiam impedir que a RAF perpetrasse verdadeiros abates sobre as divisões blindadas e transportes de mantimentos. Outro ponto marcante fora o fato de que para garantir uma vitória mais rápida, Churchill designara o Marechal Bernard Law Montgomery para comandar o 8° Exército.

Marechal Bernard Law Montgomery 

    Na noite de 23 de outubro de 1942, os britânicos deram início à ofensiva chamada de Operação Lightfoot, disparando sua artilharia durante seis horas. A infantaria deveria abrir um caminho livre de minas pelo qual passariam os tanques em fila. A operação não teve os resultados esperados porque a extensão dos campos minados resultou ser maior que o esperado. Na manhã do dia seguinte, o quartel-general alemão foi bombardeado. A tentativa de matar Rommel falhara, pois este já estava já há alguns dias na Alemanha, devido a doenças causadas pelas intempéries do deserto. O comandante alemão que o substituíra, general Georg Stumme, sofreu um ataque cardíaco após o evento e faleceu.

Blindado britânico Crusader Mk III avança próximo
 a um blindado alemão PzKpfw IV

    Entre os dias 27 e 29 de outubro houve intensos combates entre blindados ingleses e alemães e, ainda que ambos sofressem baixas. Os combates foram difíceis, principalmente por causa das escassas reservas de combustível e mantimentos alemães. Ao voltar para a África, Rommel teve de lidar com baixas de aproximadamente 12 mil homens e 400 blindados. Os aliados tiveram baixas de mais de 23.500 homens, entre mortos e feridos. No final do ano de 1942, alemães e italianos vieram a estacionar na Tunísia, recuando mais de 2400km, pois Hitler havia ignorado o pedido de Rommel para uma retirada, ordenando que lutassem a todo custo e até o último homem.  Este processo culminou com a libertação da Líbia e da Tripolitana, e por fim, com a queda de Tripoli em 23 de janeiro de 1943.

Soldado britânico rende soldados alemães que estavam a bordo de um blindado


Postado por: Diego Saviatto