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sábado, 19 de setembro de 2015

O Super Canhão V-3


    Mais conhecido como a Arma de Londres ou Canhão V-3, não era um projeto de um míssil, tal como os projetos anteriores da série "V". Ele foi projetado para atingir Londres, partindo da costa francesa, com milhares de projéteis de 140Kg.
Animação que mostra o funcionamento do V-3 Hochdruckpumpe

    O V-3 Hochdruckpumpe (Bomba de alta pressão) fora projetado e construído pela empresa Saar Roechling, tendo 140 metros de comprimento de canhão, capaz de lançar um projétil de 140 kg, cerca de 85 km de altitude, em uma trajetória sub-orbital em uma faixa de 165 km de distância. Utilizavam um conceito de câmaras laterais anguladas sequencialmente, ativados por condutores elétricos para fornecer a aceleração ao reservatório durante a sua passagem para cima do cano da arma. Isto permitiu uma velocidade inicial de mais de 1500 m/s.
    Hitler estava convencido de que esta terceira geração da Vergeltungswaffe (Arma da Vingança) poderia ser a arma complementar, que integrado aos V-1 e V-2, aniquilariam as defesas dos seus inimigos, começando por Londres e seguindo por toda a capital que se opusesse ao seu Governo. 
    Centenas de trabalhadores foram utilizados para que fosse construído o complexo, até setembro de 1943. Porém, a Resistência francesa informou os aliados do novo esforço quase que imediatamente. Bombardeiros foram enviados para destruir o local dois meses depois. No entanto o bunker provou ser impermeável às bombas aliadas. 
    Todo o complexo estava já em fase de conclusão, quando, em 6 de julho de 1944, bombardeiros ingleses pertencentes ao 617° Esquadrão da RAF lançaram 3 bombas Tallboys, de 5,4 toneladas, para destruir o complexo V-3. Uma Tallboy perfurou um canto do telhado de concreto, bloqueando completamente um dos eixos da arma. A próxima desmoronou outro eixo e fez o terceiro eixo impróprio para uso. Quinhentos metros abaixo, quando os bombardeiros chegaram, 300 soldados alemães e outras centenas de operários tentaram se abrigar em uma das salas do Bunker. Eles ainda estão lá, sepultados pelo que restou do complexo.
    Apesar do cancelamento do projeto, depois da destruição do Bunker, dois protótipos, com o comprimento reduzido para 45 metros de comprimento de cano, foram construídos em Antuérpia e Luxemburgo para o apoio à ofensiva das Ardenas, em dezembro de 1944. Os dados sobre o resultado desses dois protótipos nunca foram encontrados.




Um dos protótipos usados na Antuérpia e Luxemburgo


Postado por Diego Saviatto


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Capitão Wilhelm Hosenfeld - O Herói de Varsóvia

Capitão Wilhelm Hosenfeld

    Nascido em 2 de maio de 1895 em uma familía católica-romana em uma cidade próxima de Fulda, fora fortemente influenciado pela igreja, por ações sociais, obediência à Prússia, pelo patriotismo Alemão. Posteriormente pendeu para o lado do pacifismo, graças a sua esposa Annemarie e também recebeu forte influência do movimento Wandervogel (conhecido como a juventude alemã, eles priorizavam atividades ao ar livre, liberdade, responsabilidade, patriotismo, dentre outras). Em 1914, quando a guerra estourou, ele fora convocado, viu bastante ação, foi ferido e recebeu a Cruz de Ferro Segunda Classe. 
    Em 1939, quando iniciou-se a Segunda Grande Guerra, Wilm fora estacionado na Polônia, da metade de setembro até 1945 quando fora capturado pelos soviéticos, permanecendo por lá até a sua morte 7 anos depois no dia 13 de agosto de 1952. 
    Na Polônia, o primeiro lugar que ele fora designado fora Pabianice, onde fora responsabilizado para cuidar de um campo de prisioneiros. Mais tarde fora designado para Wegrów, e movido mais algumas vezes, quando em julho de 1940, fora enviado para Varsóvia onde ficou até o final da guerra no Wach-Battalion (batalhão de guarda) 660 que fazia parte do Wach-Regiment Warschau (regimento de guarda de Varsóvia) onde atuou como Oficial de Equipe e Oficial de Esportes do Batalhão.  Mas o que esse oficial tem de diferente dos outros? Bem, Wilm fora um membro do Partido Nacional-Socialista desde 1935, onde, com o decorrer dos anos e da guerra na Polônia começou a perceber o quão ruim eram as políticas alemãs, especialmente quando se tratava de cidadãos poloneses e judeus. Wilm e outros amigos, grande parte oficiais, sentiram compaixão para com os habitantes poloneses e envergonhados com o atos de seus compatriotas, ajudavam, sempre que possível, os civis.



   
Hosenfeld segurando um jovem polonês em setembro de 1940

   Wilm tornou-se amigo de diversos poloneses e até se esforçou para aprender a sua língua, participou de comunhões e até mesmo confissões, mesmo que isso fosse proibido para o Partido Nacional-Socialista. Todos esses atos começaram após ele deixar os prisioneiros de guerra poloneses terem contato com suas respectivas famílias. Posteriormente, conseguiu libertar um prisioneiro. Em todo o tempo em que Hosenfeld ficou em Varsóvia, utilizou a sua posição e sua autoridade para dar abrigo aos poloneses, inclusive para um alemão que estava sendo perseguido pela Gestapo. Arrumava documentos e dava trabalho no estádio em que ele chefiava. 


                               
Hosenfeld em Wegrów, fevereiro de 1940, com um Judeu que trabalhava para o exército.

    Leon Warm escapou de um trem que estava em direção a Treblinka durante as deportações de 1942 em Varsóvia. Ele conseguiu retornar a cidade e conseguiu sobreviver graças a Hosenfeld que deu-lhe emprego no estádio de esportes e providenciou documentos falsos para ele. Mas teve um outro Judeu que ficou mais famoso, um pianista da rádio local que perdera toda sua família e estava conseguindo se esconder dos alemães numa casa abandonada, seu nome era Wladyslaw Spilzman. Sozinho, com frio e com fome. foi assim que Hosenfeld achou Spilzman no seu esconderijo, oferecendo ajuda para que saísse de Varsóvia antes de saber que o mesmo era um Judeu. Hosenfeld continuou a conversa com Spilzman e ao perguntar o que ele fazia antes, Spilzman responde que era um pianista, fazendo com que o oficial alemão o levasse até uma sala com um velho piano.


                           
                                                             Wladyslaw Spilzman

“Quando eu coloquei meus dedos no teclado eles sacudiram ... meus dedos estavam duros e cobertos com uma espessa camada de sujeira... Eu toquei Nocturn de Chopin em dó sustenido menor ... Quando eu tinha terminado, o silêncio parecia ainda mais sombrio e mais sinistro do que antes.". (O Pianista, páginas 177-178).

    A partir dai, Hosenfeld começou a trazer suprimentos para ele, trouxe pão, roupas, cobertores e até mesmo o seu quente sobretudo. De toda forma, até 12 de dezembro de 1944 Hosenfeld esteve ajudando Spilzman. Nesse dia os alemães estavam em retirada tendo em vista o rápido avanço soviético.

“Ele me trouxe mais pão do que antes e um edredom quente. Ele me disse que estava saindo de Varsóvia com o seu desprendimento, e eu nunca deveria perder o ânimo, já que a ofensiva soviética era esperada a qualquer momento.". (O Pianista, página 181).

    Alguns dias depois os soviéticos libertam Varsóvia. Hosenfeld é capturado em janeiro de 1945 em uma cidade chamada Blonie, localizada 30km da capital. Após 5 anos em cativeiro, é sentenciado a 25 anos de prisão, em 1950. No relátorio dos soviéticos constava que Hosenfeld teria interrogado e mandado prisioneiros para a detenção, também constava que ele teria trabalhado com espionagem na Abwher ou na Sicherhetsdienst-SD. Pouco antes, em 1946, Wilm escreveu uma carta para a sua esposa contando o que aconteceu, que estava preso, e mandou os nomes de todas as pessoas que ele ajudou para que ela pudesse contactá-los , para que eles o ajudassem na comprovação de sua inocência. O Pianista, Spilzman, só ficara sabendo do nome de seu salvador em 1950. Dois anos depois, Hosenfeld vem a falecer, no dia 13 de agosto de 1952. Andrey Spilzman, filho de Wladslaw Spilzman, fez vários pedidos para o Yad Vashem para que Hosenfeld fosse conhecido como um “Justos entre as Nações”, título honorífico usado pelo Estado de Israel para descrever os não-judeus que arriscaram suas vidas durante o Holocausto para salvar os judeus do extermínio perpetrado pelos nazistas. Isso veio a acontecer em 2007. Em 2011 fora colocada uma placa em sua homenagem na avenida 223 Niepodległości em Varsóvia, onde ele encontrou Spilzman.

Casa com inscrição contando a história de Spilzman, mencionando Hosenfeld no final. avenida 223 Niepodległości, Varsóvia.


Hosenfeld, sua esposa Annemarie e seus 5 filhos.

Wilhelm Hosenfeld tinha as seguintes condecorações:
- Cruz de ferro de 1914, 2ª Classe (1917).
- Distintivo preto de feridos.
- Cruz de Mérito de Guerra 2ª Classe com espadas.
- Cruz de honra da Primeira Grande Guerra (1914/1918)
- Distintivo da SA de Esportes.
- Cruz de Comandante da Ordem da Polônia Restituta (Polônia, outubro de 2007).
- Justo entre as nações (16 de fevereiro de 2009).

Postado por Mateus Bassi






sábado, 12 de setembro de 2015

O Campo de Concentração Dora-Mittelbau e os Foguetes V-2

    Dora-Mittelbau (também conhecida como Dora-Nordhausen ou simplesmente Nordhausen) fora um complexo de fábricas, armazéns e campos de prisioneiros que foram usados a partir de agosto de 1943 até abril de 1945 pela Alemanha Nacional-Socialista para fabricar e testar os foguetes V-2 perto de Nordhausen, no centro da Alemanha. A principal linha de montagem dos V-2 estava localizada em uma fábrica subterrânea chamada Mittelwerk que fora escavada sob as montanhas Kohnstein, cerca de 2 km ao sudoeste da cidade de Neidersachswerfen. Os trabalhos eram feitos por prisioneiros de guerra advindos de outros campos de prisioneiros espalhados por toda a Europa.

Construção da entrada para o túnel principal do complexo Dora-Nordhausen

    No início de dezembro de 1942, Albert Speer, Ministro do Armamento do Terceiro Reich, criou a "Comissão Especial A-4", liderada por Gerhard Degenkolb, um partidário fanático. Como um dos diretores da empresa DEMAG, Degenkolb já havia conseguido uma reorganização notavelmente eficiente na produção de locomotivas. Durante 1943, Degenkolb fora designado para assumir e organizar a produção dos V-2.
    No entanto, a mão de obra era muito escassa. Por isso, em abril de 1943 Arthur Rudolph, o Engenheiro Chefe da Produção dos V-2, visitou a fábrica de aviões Heinkel no norte de Berlim e voltou entusiasmado com a possibilidade de utilização de trabalho advindo dos campo de concentração (principalmente prisioneiros russos, poloneses, e franceses ) para a produção dos V-2. Estes prisioneiros de campos de concentração eram chamados de "detentos" (Haftlinge) e complementaria a mão de obra que já havia sido contratada pelos alemães.

Prisioneiros do Complexo Dora-Nordhausen montam circuitos elétricos para o sistema de controle dos Foguetes V-2 


    Claro que o trabalho de montagem não era todo a cargo destes trabalhadores. As câmaras de combustão, bombas de combustível e muitas válvulas tiveram que ser ajustadas uma com a outra e especificamente testadas e reguladas para cada míssil. Isto significava que a montagem de cada motor V-2 deveria de ser antes da montagem final, testada. Wernher Von Braun era o encarregado dos testes de aceitação final. Em 4 de agosto de 1943, tomou-se a decisão de que a produção V-2 seria realizada em sua maior parte usando o trabalho do campo de concentração em uma proporção de 10 a 15 detentos para cada trabalhador alemão. A SS tornou-se o fornecedor e organizador de mão de obra para a produção dos V-2. Um pequeno campo de concentração era de fato localizado na base do complexo.

Partes dos Foguetes V-2 colocados em vagões de montagem no setor Mittelwerk I

    A escavação do sistema de túneis em Mittelwerk tinha sido iniciada em 1934. Mais tarde, estes túneis tinham sido usados como uma instalação de armazenamento de petróleo, gasolina e gás venenoso. Em outubro de 1940, o Ministério do Armamento em Berlim aprovou a expansão do sistema de túneis, criando dois túneis em forma de S paralelos, conectados em intervalos regulares por túneis transversais que lembram os degraus de uma escada. Tudo isso era necessário para a proteção das linhas de produção contra os frequentes bombardeios aliados. No final de 1943, 46 túneis transversais estavam prontos e cada um dos dois túneis principais (chamado de "A" e "B") era largo o suficiente para permitir que duas faixas regulares de trilhos passassem por eles.
    Em 28 de agosto de 1943, a SS entregou os primeiros caminhões de prisioneiros do campo de concentração de Buchenwald para começar o trabalho pesado de expansão e conclusão do sistema de túneis. Dora fora o nome dado ao subcampo de Buchenwald, que fora criado dentro dos túneis para os trabalhadores. Em novembro do mesmo ano, tornou-se um subcampo independente e as oficinas que o cercavam, ficaram conhecidas como KZ Mittelbau. 

Prisioneiros montam parte da fuselagem de um Foguete V-2


    A linha de montagem dos Foguetes V-2 em Mittelwerk era composta por um sistema de túneis, onde havia dois túneis paralelos principais, A e B, cada um com cerca de 1,17 km de comprimento, dobrados em uma curva aberta em forma de "S" e ligados em vários pontos por uma série de túneis regulares. Os túneis transversais (chamados de Halls, ou Kammer) possuíam cerca de 183m de comprimento (a partir da parede do lado de fora do túnel A para a parede do lado de fora do túnel B), e foram numerados de 1 a 46, começando no lado norte da montanha. Os Túneis A e B tinha uma altura de 21 a 23 m, e uma largura de 9 a 11 m. Os Halls eram um pouco menores em sua seção transversal, mas ainda assim o espaço subterrâneo era enormemente vasto.
    A entrada sul do Túnel, entre os Halls 46 a 43 foram dedicados a produção dos V-1, sendo denominado de Mittelwerk II. Os V-2 ocuparam os Halls de 21 a 42, sendo denominado de Mittelwerk I. Já no extremo norte do complexo de túneis, entre os Halls 1 e 20, fora dedicadas à produção de motores de aeronaves Junkers, sendo este setor denominado Nordwerk. Cada um dos principais túneis tinham dois conjuntos de trilhos de bitola regulares passando por eles.
    O túnel B possuía 2 linhas de montagem paralelas. Os V-2 a serem montados seriam colocados em pares de carros ferroviários, que levavam os foguetes de uma linha de montagem a outra. Em cada fase da linha de montagem, eram-se adicionadas as determinadas peças, até que os foguetes chegassem praticamente prontos ao Hall 41, na extremidade sul. Esta sala, que tinha sido escavada bem mais baixo do que nível regular do piso dos principais túneis, possuía mais de 50 metros de altura e continha um enorme guindaste, permitindo que os foguetes fossem erguidos verticalmente. Um lado inteiro do Salão 41 continha uma série de andaimes de inspeção verticais. Isto foi necessário porque o fluido final e os ensaios giroscópios (entre outros) não podiam ser adicionados com o foguete na horizontal.

Linha de montagem dos motores dos Foguetes V-2

    O processo de montagem ocorria da seguinte forma: Em primeiro lugar, a seção central do foguete (a fuselagem com os seus dois tanques enormes de álcool e oxigênio líquido) era montado. Em seguida, o grupo de propulsão (câmara de combustão, bomba de turbina, galões de ar) era anexado. Em seguida, a cauda do foguete com o seu anel de propulsão, abas do leme, e nadadeiras seria anexado ao motor. Por fim, o compartimento de orientação (painel de controle, painel de distribuição elétrica, interruptor de tempo principal, equipamentos de rádio, etc), era anexada à frente do míssil e o foguete concluído chegava a Sala 41 para o teste final e entregue para as baterias de lançamento. As ogivas eram transportadas separadamente e conectadas aos foguetes no campo de lançamento.
    O projeto do foguete exigiu uma enorme fiscalização das peças. Dada a diversidade de fontes e subcontratados para os vários componentes e do estado de perturbação predominante na economia alemã devido aos bombardeios aliados, uma parte dos trabalhos nos túneis consistia na inspeção e reinspeção de peças e subconjuntos, bem como ajustando ou encaixando as partes umas às outras.

Prisioneiros acoplam as aletas direcionadoras ao corpo do Foguete V-2

    Os Foguetes V2 usavam como combustível, um composto de álcool (mistura de 75% de álcool etílico com 25% de água) advindo da batata (abundante naquela região da Europa) e um acréscimo de oxigênio líquido, Esses dois combustíveis eram injetados na câmara de combustão em altíssima pressão por uma turbina, essa por sua vez, alimentada por dois combustíveis auxiliares, sendo: 80% de peróxido de hidrogênio e os outros 20%, uma mistura de 66% de permanganato de sódio com 33% de água. Com isso, o foguete alcançava uma velocidade máxima de 6.350 km/h, chegando a uma altitude de 212 km (lançado em plataforma vertical).
    Devido a demasiada força e poder do motor, havia o constante problema de superaquecimento do sistema, que fora facilmente resolvido usando o próprio combustível como sistema de resfriamento, liberando-o em mínimas quantidades em jatos frequentes ao redor do bocal, formando uma película protetora.
    O motor do V-2 possuía um sistema que fazia com que o mesmo desligasse automaticamente ao atingir o ângulo especificado programado, fazendo com que o foguete continuasse sua trajetória de queda livre até o seu alvo. O foguete alcançava uma altura média de 80 km até que houvesse o desligamento do motor.
    As manobras de voo eram feitas por meio de aletas que interferiam na direção do jato do foguete, solução simples se comparada com a dificuldade dos foguetes atuais, em que todo o motor gira para mudar a direção do jato. A orientação de voo era feita por meio de giroscópios.

Foguete V-2 montado passando pela fase de inspeção 

    Os Foguetes V-2 foram lançados em alvos da França e Grã-Bretanha, fazendo milhares de vítimas, na qual as últimas morrem em 27 de março de 1945, em que mais de 2.500 foram mortos e cerca de 6.000 feridos pelo míssil.
-- Características --
- Peso: 12.500 kg;

- Comprimento: 14 m; 
- Diâmetro: 1,65 m; 
- Envergadura: 3,56 m; 
- Propulsor: 3.810 kg; 
- Alcance operacional: 320 km; 
- Altitude padrão: 88 km em trajetória de longo alcance e 212 km de altitude máxima, se lançado verticalmente. 
- Velocidade máxima: 6.350 km/h


Postado por Diego Saviatto